Marcinha's Garage Truck

Acelerando a máquina

NO BANCO DO PILOTO:

Marcinha e sua pickup - março de 2005

Agora estou: Meu humor atual - i*Eu
Nome: Marcinha
Idade: 3.2 ;)
Signo: Câncer
Eu: Gosto de desenhar caricaturas, fazer piada de tudo, de carros, mecânica, plastimodelismo.... e Rock'n'Roll!.

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Quinta-feira, Março 31, 2005 @ 9:24 PM

"Venha para o lado negro da força, Lucky"


No post passado coloquei um texto que não me saiu da cabeça durante todo o final de semana. No coment dele a minha mana NC perguntou "se eu estou denovo no caminho da luz". Achei que era uma boa deixa pra comentar algumas coisas...
Até dois anos trás eu tinha um outro blog, como a maioria de vcs já sabe, o "Meu Anjo Me Disse", baseado nos ensinamentos do espiritismo de Kardec e nas conversas que eu tinha com aquele espírito que eu supunha ser meu anjo da guarda. Mas muita coisa aconteceu na minha vida e me fez achar que Deus tinha me abandonado, mesmo que eu estivesse trilhando o "caminho da luz" com toda a minha fé. Fiquei desconfiada de tudo, achando que meu "anjo da guarda" talvez nem anjo fosse... resolvi chutar o balde e seguir minha vida, sem anjos, sem Deus, confiando apenas na minha mente e tomando minhas próprias decisões. Mas isso não quer dizer que eu deixei de acreditar, quer dizer apenas que eu deixei de me envolver.
Eu acredito:
1) que existem anjos e demônios que permeiam a vida das pessoas e tentam influenciar suas decisões;
2) que existe um outro plano, que a vida continua depois da morte (e que os suicidas comem mesmo o pão que o diabo amassou lá do outro lado);
3) que a gente carrega bagagem emocional de uma exitência pra outra (o que pode explicar certos vínculos que existem entre determinadas pessoas);
4) que o espírito de cada um de nós se desprende do corpo durante o sono e nesse estado pode ir a lugares e visitar pessoas;
5) que existe uma força inteligente que equilibra o Universo, origem de todas as coisas, que convencionamos chamar de Deus... mas se Ele é todo Amor e Bondade, isso eu já não arrisco afirmar.
Enfim, eu ainda tenho um lado espiritual, só procuro não pensar sobre ele, não procurar entender como os dedígnios funcionam, não entrever os sinais dos céus sobre esse ou aquele assunto, nem ser uma boa menina todo o tempo. Hoje eu vivo de fatos, e os fatos já são por demais complexos. Sem contar que eu andei na luz um bom tempo, renegando tudo que pudesse ser trevoso e que sempre me atraiu tanto, e não colhi o que eu esperava. Agora parei de me renegar, de me pressionar... não sou maluca e não me meto onde não devo, mas estou um pouquinho mais vontade pra curtir o lado trevoso da vida...
Por falar nisso, aí em baixo vai a letra e tradução de um música muito soturna do Slipknot que eu acho show demais. São as trevas em mim...
Um beijo pra todos!
PS: Me desculpem se o texto ficou meio "curto e grosso", mas eu tentei ser breve pra não me perder em devaneios, se não ia ficar muito confuso.

Iowa
by Slipknot


Relax...it's over,you belong to me;
I fill your mouth with dirt
Relax...it's over,you can never leave
I take your second digit with me...
Love...
You are...my first,I can barely breathe
I find you fascinating
You are...my favorite,lay you down to sleep
It's all that I can do to stop...
Love...
So blue...so broken,paper doll decays
I haven't left you yet
So cold...subversive,your eyes are full of bleach
Tomorrow,I will go away again...Love...
YOU ARE MINE,YOU WILL ALWAYS BE MINE,I CAN TEAR YOU APART
I CAN RECOMBINE YOU
ALL I WANT IS TO COVET YOU ALL
YOU BELONG TO ME
I WILL KILL YOU TO LOVE YOU.(LOVE)


Iowa (tradução)
by Slipknot


Relaxe...está acabado,
Você pertence a mim,
Eu encho sua boca de sujeira
Relaxe...está acabado,
você nunca conseguirá sair
Eu levo seu 2º dígito comigo...Amor...
Você é...minha primeira,
Eu mal consigo respirar, eu te achei fascinante
Você é...minha favorita,
Te colocar para deitar
É tudo o que eu posso fazer para parar...Amor...
Tão triste...tão quebrada,
bonecas de papel apodrecem, eu ainda não te deixei
Tão gelada...subversiva,
Seus olhos estão cheios de água sanitária
Amanhã, eu vou embora de novo...Amor...
Você é minha, você sempre será minha,
Eu posso te trucidar. Eu posso te recombinar
Tudo o que eu quero é cobiçar você toda, você me pertence
Eu te matarei para te amar...Amor


Segunda-feira, Março 28, 2005 @ 6:59 PM

O homem na caixa


"Você pode me ouvir?
Sua mente pode me ouvir?
Se eu soubesse antes o que sei hoje, faria tudo diferente.
Bem, é meio confuso... eu não me lembro direito. Nem sei como fiz: se meti uma bala na cabeça, se enchi meu carro num poste, se exagerei no cálculo da dose ou se me enfiei numa briga. Eu sei que eu fiz... tá feito. E eu tinha meus motivos: sentia minha alma querendo se libertar... já não via beleza em nada, tudo era um peso, as substâncias que tantos dias me entorpeceram já não me aliviavam mais, ninguém me compreendia, ninguém se importava... era o que eu achava. Eu queria mudança: ver as barbas de Deus, ou chutar a bunda do Diabo... um fim, algo que me levasse a um fim.
Por isso eu arrumei coragem e fiz.
Só que eu abandonei a vida. Larguei pelo meio, não era minha hora. Então aqui estou eu. Não sei quanto tempo faz... mas não vi o fim. Nem as barbas de Deus, nem a bunda do Cão. Não vi nada. Estou numa cela, numa caixa. Tudo é escuro, disforme de tão negro. Não consigo me mexer, nem tenho pra onde ir. Tenho consciência, é tudo que me resta. Estou consciente de mim, numa caixa, sozinho, imóvel, vazio. Não poderia ser o fim, por que eu não quiz chegar ao fim. Parei no meio, e no meio estou, num hiato. Acho que nunca mais verei um fim.
Perdi tudo. Deixei a vida, cheia dos pequenos consolos que eu nunca valorizei. Pessoas que me amavam e eu nem sabia. Coisas que eu podia ter feito pra mudar. Coisas que me fariam feliz... mas que eu nunca tentei. Nunca quiz tentar.
Como eu disse, se eu soubesse antes o que sei hoje, não estaria aqui.
Sozinho.
Imóvel.
No escuro.
Apenas fumaça numa caixa."

Dedicado a todas as pessoas que tem pressa de ir embora.
Um beijo =*

Sábado, Março 26, 2005 @ 10:16 PM

Dúvidas Pascais


"Filho - Papai, o que é Páscoa?
Pai - Ora, Páscoa é... bem... uma festa religiosa.
Filho - Igual o Natal?
Pai - Parecido. Só que no Natal comemora-se o nascimento de Jesus; na Páscoa, se não me engano, comemora-se sua ressurreição.
Filho - Ressurreição?
Pai - É, ressurreição. Marta, vem cá!
Mãe - Sim?
Pai - Explica pra esse garoto o que é ressurreição pra eu poder ler meu jornal.
Mãe - Bom, meu filho, ressurreição é tornar a viver após ter morrido. Foi o que aconteceu com Jesus, três dias depois de ter sido crucificado. Ele ressuscitou e subiu aos céus. Entendeu?
Filho - Mais ou menos. Mamãe, Jesus era um coelho?
Mãe - Que é isso filho? Não me fale uma bobagem dessas! Coelho! Jesus Cristo é o Papai do Céu! Nem parece que esse filho foi batizado! Jorge, esse filho não pode crescer desse jeito, sem ir numa missa pelo menos aos domingos. Até parece que não lhe demos uma educação cristã! Já pensou se ele soltar uma besteira dessas na escola? Deus me perdoe! Amanhã mesmo vou matricular esse moleque no catecismo!
Filho - Mas Mamãe, o Papai do Céu não é Deus?
Mãe - É filho, Jesus e Deus são a mesma coisa. Você vai estudar isso no catecismo. É a Trindade. Deus é Pai, Filho e Espírito Santo.
Filho - O Espírito Santo também é Deus?
Mãe - É sim.
Filho - E Minas Gerais?
Mãe - Sacrilégio!
Filho - É por isso que a Ilha da Trindade fica perto do Espírito Santo?
Mãe - Não é o Estado do Espírito Santo que compõe a Trindade, meu filho, é o Espírito Santo de Deus. É um negócio meio complicado, nem a mamãe entende direito. Mas se você perguntar no catecismo a professora explica tudo certinho!
Filho - Bom, se Jesus não é um coelho, quem é o coelho da Páscoa?
Mãe - Eu sei lá! É uma tradição. É como o Papai Noel, só que em vez de presentes, ele traz ovinhos.
Filho - Coelho bota ovo?
Mãe - Chega! Deixa-me ir fazer o almoço que eu ganho mais!
Filho - Papai, não era melhor que fosse galinha da Páscoa?
Pai - Era, era melhor, ou então urubu.
Filho - Papai, Jesus nasceu no dia 25 de dezembro, não é? Que dia que ele morreu?
Pai - Isso eu sei: na sexta-feira santa.
Filho - Que dia e que mês?
Pai - Hum... Sabe que eu nunca pensei nisso? Eu só aprendi que ele morreu na sexta-feira santa e ressuscitou três dias depois, no sábado de aleluia.
Filho - Um dia depois.
Pai - Não, três dias.
Filho - Então morreu na quarta-feira.
Pai - Não, morreu na sexta-feira santa. Hum... ou terá sido na quarta-feira de cinzas ? Ah, garoto, vê se não me confunde! Morreu na sexta mesmo e ressuscitou no sábado, três dias depois ! Como? Pergunte à sua professora de catecismo!
Filho - Papai, por que amarraram um monte de bonecos de pano lá na rua?
Pai - É que hoje é sábado de aleluia, e o pessoal vai fazer a malhação do Judas. Judas foi o apóstolo que traiu Jesus.
Filho - O Judas traiu Jesus no sábado?
Pai - Claro que não! Ele morreu na sexta, ora!
Filho - Então por que eles não malham o Judas no dia certo?
Pai - É, boa pergunta. Filho, atende ao telefone pro papai. Se for um tal de Rogério, diga que eu saí.
Filho - Alô, quem fala?
Rogério - Rogério Coelho Pascoal. Seu pai está?
Filho - Não, foi comprar ovo de Páscoa. Ligue mais tarde, tchau.
Filho - Papai, qual era o sobrenome de Jesus?
Pai - Cristo. Jesus Cristo.
Filho - Só?
Pai - Que eu saiba sim , por quê?
Filho - Não sei não, mas tenho um palpite de que o nome dele era Jesus Cristo Coelho. Só assim esse negócio de coelho da Páscoa faz sentido, não acha?
Pai - Coitada!
Filho - Coitada de quem?
Pai - Da sua professora de catecismo!"

Uma boa Páscoa e um beijo pra todos!

Terça-feira, Março 22, 2005 @ 9:31 PM

1 ano de Hulk


Sexta feira agora, dia 25, meu "filhote" completa 1 ano, mais gigantesco do que nunca. Embora o Hulk tenha o canil todo só pra ele (por que o Sodon tá sempre com a gente, pra evitar ser amassado pelo Hulk) ele passa o dia todo na porta da cozinha vigiando a gente. Olha o que me persegue o dia todo... rss...


Aqui o Hulk de pé na janela da cozinha... dá pra perceber como ele tá enorme, né?


Aqui o Hulk na porta da cozinha, por trás da "power-vassoura", que é um limite psicológico que lembra ao canino que ele não deve entrar e se escarrapachar no chão da cozinha. Não reparem a sujeita, tinha chovido horrores e as marcas de patinhas estão por todo lado...

Ainda bem que ele tá mais dócil agora, ainda tem uns ataques de ser filhote, de se espivitar e morder, mas tá bem mais calmo e carinhoso pra caramba, meu gigantesco... "ohhh, lindi di mamãe, lindi"... rss... minha amiga Morgana tem toda razão quando diz que é mais saudável gostar dos bichos do que das pessoas...

É que tô num momento revota... passeando pelos blogs se vê que meio mundo tá com o coração partido: minhas irmãs estão, meu irmão está... é por isso que eu acho esse negócio de sentimento uma merda. Já achei lindo, pensava que o amor era um elo mágico que unia as pessoas blá blá... bullshit. Gostar de alguém é dar na mão de outra pessoa corda pra ela te enforcar. Palavras da Sra. Hyde (Sra. Hyde é meu lado negro, eu falo mais dela outro dia). Enfim, eu acho que se uma pessoa te faz sofrer é por que não te merece. Quando se gosta se faz de tudo pra agradar, não se dá atenção só quando é conveniente, não se tenta se esquivar, não se agride de graça... e tantas outras coisas que eu tenho ouvido nos últimos tempos. Mas depois que a pessoa já se envolveu, continua gostando, mesmo que o alvo desse carinho não mereça. Já falei isso no meu outro blog, mas vou falar aqui denovo:
Uma vez assisti a um episódio de "Jornada nas Estrelas, a Nova Geração" em que implantaram um chip de emoções no andróide chamado Data. Por ser um andróide ele não tinha emoções, não sentia, mas ele mesmo achava que as emoções lhe faziam falta e que se ele tivesse sentimentos poderia aprender muito com eles. Não preciso dizer que quando implantaram o tal do chip as emoções no Data as emoções dele ficaram completamente fora de controle. Enquanto ele estava em treinamento pra aprender a controlar os seus sentimentos, toda vez que passava por uma situação extrema como um batalha iminente, a equipe da Enterprise desligava o chip pra que as emoções dele não interferissem no andamento da missão.
Um botão desse de liga/desliga era tudo que o ser humano precisava, mas... já que não dá pra ter um botão desse, dá pra instalar outro que também funciona: o DELETE. Muitas vezes usá-lo dói, mas é a melhor opção, falo por experiência. Eu não tenho vocação pra Cristo, comigo escreveu não leu o DELETE funciona que é uma maravilha... Posso parecer insensível nesse ponto... a maioria das pessoas me acha um doce, eu tenho um lado doce, mas na maioria das vezes sou só um bicho tentando sobreviver.

Gente tô postando hoje por que esse findi tem feriadão e Coroa Grande deve encher pacas e quando isso acontece a rede elétrica fica fraca e etc etc... ou seja, se vier a cabeçada que eu penso que vem, nada de computador pra mim nesse findi. É isso que dá morar em Lugar Nenhum...

Um beijo pra todos e boa Páscoa!

Quinta-feira, Março 17, 2005 @ 10:54 AM

"Apenas 16 anos, uma pick-up,
Sem dinheiro, sem sorte
Não tenho lugar pra chamar de meu,
Pé na tábua, e lá vou eu
Estou correndo livre, yeah, estou correndo livre..."

*"Running Free" - Iron Maiden*


Bem, 16 anos em cada perna, tá bom... mas o resto tá valendo... rss... e o "Marcinha's Garage" tá de volta! Agora volta a fita, vamos começar do começo: a história é longa, apertem os cintos e vamos lá...
O primeiro grande trauma foi o Furgão 49: montamos o mais hot possível e quando tava nos finalmentes o Detran/RJ começou a apertar, não conseguimos legalizar o carro e vendemos...
O segundo grande trauma foi a Chevelle 70: não tinha problemas com o Detran, o principal problema era o preço de tudo, tudo pra ela em dólar, o dólar a dois e vlau. E tinha também caveira de burro enterrada naquele carro, tanto que ganhou o apelido de Teimosa, tudo nequela Chevelle dava errado. Vencidos, desgastados, resolvemos vender a Chevelle, o que foi uma luta, mas conseguimos, meses depois. Só não ter que mais lidar com a teimosia dela já foi um alívio... mas a revolta faz parte: minha "garagem on line" virou um cemitério de V8s, fiquei azeda, dura, desesperançada. Eu tenho uma paixão, que são os carros antigos, é pedir demais eu conseguir ter um?!
Tudo bem, calma, respira fundo e vamos pensar com a cabeça: qual o modo mais prático de nós termos um carro antigo hoje? Em primeiro lugar um carro de fora do RJ, pra não bater de frente com o Detran/RJ denovo, e em segundo lugar um carro nacional, antigo mas o mais comum possível, pra ser fácil e barato arrumar peças e tal. E, pra acabar de não ter errada, que seja um carro resistente: uma pickup então. Tudo bem, por onde começar? Internet. Antes mesmo de vender a Chevelle começamos a procurar.
Vasculha a Internet toda por dias, todos os sites conhecidos... os preços absurdos, começamos a achar que o preço pedido na a venda da Teimosa não ia dar. Até que surgiu a Pickup. Inteiraça, do modelo que agradava a gente, por um preço bem razoável pro ótimo estado de conservação do carro. E a Chevelle nada de vender ainda, mas... a pickup tava em Belo Horizonte. Entra em cena o Mirko (sempre o Mirko... rss..). Mirko entrou em contato com o proprietário, o Zé Mário, e foi ver a pickup pra gente. Até o Mirko, que é o "homem velocidade", acostumado com carros brabos pra caramba, olhou aquela pickup caretona com calotinha e ficou pasmo com o estado de conservação dela: "manos, o carro é muito inteiro!". Isso foi em Dezembro. E a Chevelle nada de ser vendida.
E bota anúncio, corre atrás, divulga pra todos os conhecidos, nós de cá, Mirko divulgando de lá, barganha no preço e nada de vender... passou dezembro, passou janeiro...
Até que depois de muito perrengue, a Chevelle foi vendida dia 11 de fevereiro, graças a Deus sem estresse nesse dia. Próximo passo, pickup do Zé Mário.
Mirko (sempre o Mirko) agitando a compra pra gente, entrando em contato com o Zé Mário, por que pra ele era ligação local. Aí o Zé Mário tava todo enrolado, num dia não podia, no outro também não, a gente já tava achando que ele não queria era vender o carro (gente de carro antigo tem disso: as vezes anuncia o carro por que a esposa tá enchendo o saco, mas na hora de fechar o negócio mesmo o cara pipoca). Deu rolo com a conta do banco dele (do Zé Mário), com o dia certo pra ir no cartório, e o Mirko só andando atrás do Zé Mário (cara, só o Mirko, sem o Mirko nóis tá é fu...). Até que no dia 21 de fevereiro o Mirko (sempre o Mirko) fechou o negócio pra gente. Colocou a pickup num estacionamento em BH e vamos ver documentação. Denovo pra evitar gastos munumentais de dinheiro em viagem, mais uma vez o Mirko (sempre o Mirko) agiu tudo pra gente, documento veio de Sedex, documento foi de Sedex, faltou documento (Márcia burra esqueceu), vai mais documento de Sedex denovo, uma chuva alaga BH, o documento atrasa de chegar lá, todo mundo arranca os cabelos... Mas finalmente dia 9 de março a documentação ficou pronta. Passemos ao próximo passo: como importar a pickup pro RJ.
Precisamos de dois motoristas, pra ir de carro e voltar em comboio (2 carros), apoio caso a pickup desse algum problema. Aqui cabe um pausa prum detalhe sórdido: tia Márcia não sabe dirigir. Por favor, deletem isso das suas mentes depois que fecharem esse blog. Como a "mulher-V8" não sabe dirigir?! Mistérios da fé... Bem, continuando: precisamos de um 2º motorista, e aí começa mais uma guerra. O Mirko (dessa ÚNICA vez não o Mirko) não dava pra traser a pickup por que o garoto caiu de moto e tá todo enfaixado (peste sem juízo!), e pra 6 horas de viagem tem que estar zero bala, então não dava... Toca a procurar entre os amigos alguém com carteira de motorista, e não tinha! Um com carteira vencida, outro fez merda com a carteira, outro com a carteira enrolada devendo ponto até a próxima encarnação... Até o Cabeludo tava nessa... mas, através do Cabeludo, conseguimos um bonde no carro do sócio dele, o Toni, pra essa semana, graças a Deus, por que um mês de estacionamento já tava pra vencer e a gente ia morrer em mais uma grana... E toca nóis pra BH...
Saímos as 6 da manhã de anteontem, 15 de março, 4 cabeças num Gol bolinha preto: Toni, Cabeludo, Zé e eu, go to BH City. Acompanhem no mapa o trajeto, serras e mais serras acima...

Trajeto de Coroa Grande até Belo Horizonte



Caraca, é longe! Não, é muuuito longe!!! Acho que isso explica por que a gente conhece o mano tem uns 7 anos e a gente só se encontrou umas 6 vezes... enfim...
Chegamos lá por volta de meio dia e meia, o Mirko (sempre o Mirko) tava esperando a gente na entrada da cidade, onde a gente sempre se encontra, por que andar em BH "é um trem complicado dimaisss"... rss... de lá ele levou a gente no estacionamento e lá eu vi meu bebê pela primeira vez: minha pickup verdona, enooooorme, e inteiraça! Até então a gente só tinha visto a pickup por foto em e-mail. O Mirko (sempre o Mirko) deu todas as instruções, recomendações, documentações relativas à pickup pra gente e... oi-tchau, nossa como foi rápido, já estávamos indo embora! Não era falta de vontade de ficar, com certeza, mas tínhamos 6 horas e meia de viagem pela frente e tínhamos que adiantar o máximo possível por que o trecho mais perigoso da viagem a gente com certeza ia pegar à noite, que é a serra de Mendes. E ia pegar breu mesmo, por que de BH à Juiz de Fora já são 3 horas de chão e é quando costuma anoitecer (passamos por Juiz de Fora as 6 da noite em ponto) e até a serra de Mendes tinha muito chão ainda.
Saímos de BH cravado às 2 da tarde, mal deu tempo de confraternizar (mas tem erro não, a gente desforra depois), e descemos chutados, pelo menos o mais que deu, por que a pickup tá toda original ainda, o motor tá meio "preso" (a descaraga tem um silencioso maior que eu!) e o máximo que ela deu foi 130 numa descida boa. Depois que escureceu a gente maneirou, por que tem trecho de estrada muito ruim, farol na cara, essas coisas. E na serra de Mendes mais ainda, por que ela é muito perigosa mesmo, as curvas são muito fechadas, tem trechos desbarrancados e não se vê nada: é breu total. Enfim, depois de horas de tensão, chegamos todos são e salvos as 9:45 da noite. Liguei pro Mirko pra avisar que tava tudo OK, depois banho e caaaama, que ninguém agüentava mais nada...
...
Eu e Zé estamos bem esperançosos com essa pickup, Deus queira que tudo dê certo daqui pra frente. Estamos bolando o projeto de como ela vai ficar depois de devidamente "fuçada", mas eu falo mais dela outro dia. Por enquanto tem fotinha dela pra vocês verem alí do lado. Por falar em fotinha, minha câmera me deu um balão feio pra caramba quando chegou lá em BH e não houve jeito de eu tirar uma mísera foto que fosse! Foi macumba do Mirko que não queria sair nas fotos!!! rss... Tô brincando na parte da macumba, mas eu quase quebrei a câmera na hora de tanta raiva...
...
AGRADECIMENTOS: Agradeço a todos vocês que tiveram paciência de ler esse post gigantesco e que aturaram meu silêncio quanto a tudo isso (o medo de dar algo errado era tão grande que eu não conseguia nem tocar nesse assunto), muito obrigada. Ao Toni, que mesmo sem ter intimidade com a gente carregou a gente pra BH dirigindo mais de 13 horas num único dia, muito obrigada. Ao Cabeludo, que convenceu o Toni a levar a gente e que tá sempre nos dando uma força com os carros, muito obrigada. E, finalmente e principalmente, ao Mirko que mesmo enfaixado agitou tudo, absolutamente tudo pra gente, sem nunca reclamar de nada, e sem o qual NADA disso teria sido possível, muito obrigada de verdade. Vc é o mano do coração da gente, véio, sem vc por perto a gente não é porr@ nenhuma. Muito obrigado dos seus dois manos do RJ que só te dão trabalho...
...
Um beijão pra todos vocês e uma ótima semana pra todos nós!

Sábado, Março 12, 2005 @ 8:26 PM

Expectativa


Expectativa, substantivo feminino: Esperança, baseada em supostos direitos, probabilidades ou promessas; esperança; probabilidade.

Tô na espectativa, ansiosa, agitada, insone... enfim, eu, multiplicada por mil. Estou em dúvida se termino de digitar esse post ou continuo roendo as unhas (aliás, os dedos, que só as unhas é pouco). Longos dias me aguardam. Enfim, depois, com mais cabeça, eu volto e conto algo consistente. Agora preciso é de um dardo tranqüilizante. Morgana, uma dose pra búfalo, por favor, pode aplicar...


"Eu não conheço Deus, mas Ele me conhece: é nisto que consiste a esperança."
..:: Raoul Follereau ::..

Ah, mudando de assunto, recriei meu falecido blog de dieta, quem quiser dar uma olhada clique aqui.

Beijos pra vocês e uma boa semana pra todos nós! Assim espero...

Sábado, Março 05, 2005 @ 2:07 PM

Quando tem coisas boas a gente posta né?


Oi, gente... Eu falei aqui que ia ficar afastada do blog um tempo, pra não ficar reclamando, mas como tem uma novidade boa resolvi postar.
Eu e Zé temos um vizinho da nossa rua aqui em Lugar Nenhum que é gente finíssima e tá sempre ajudando a gente pacas: o Cabeludo, cujo nome verdadeiro é Rodrigo. É até engraçado chamá-lo de Cabeludo agora por que ele cortou o cabelo, mas é o hábito... O Cabeludo, que já foi devidamente contaminado com o vírus "hot rod/carros antigos", comprou uma Areo Willys 1962 e hoje ele trouxe o carro aqui pra casa, que é onde ele vai reformar o carango até ficar no esquema. A Aero tá maltratada, tava no tempo e tinha uma legião de gatos dormindo dentro dela, mas tá inteiraça e alinhadinha, quase não tem podrinho, vai ser uma carro de facílima recuperação. E vai ficar lindinha, eu me amarro nesse modelo de Aero Willys, ela é bem "carro antigo" e depois que for devidamente preparada e envenenada vai ficar du carái! Abaixo, as fotos da criança e seu feliz proprietário. Observação: não vejam só o carro, vejam o potencial, o que o carro será.

O Cabeludo e a Aero chegando no reboque:
Aero Willys 62 e o Cabeludo

(Cliquem nas fotos pra ver maior.)

A dianteira da Aero:
Aero Willys dianteira


A traseira da Aero:
Aero Willys traseira


Moral da história: ver os amigos felizes faz bem à gente por tabela. E por falar em amigos...
Quero postar aqui um texto que sempre me comove, um texto que me fez chorar pela enézima vez hoje enquanto digitava este post. Em homenagem àqueles que sempre deixam palavras de afeto, apoio, estímulo e solidariedade neste humilde bloguinho, Morgana, Mirko, NC, Jully, saibam que vcs me cativaram...

Trecho de "O Pequeno Príncipe", de Antoine de Saint-Exupéry

"E foi então que apareceu a raposa:
- Bom dia, disse a raposa.
- Bom dia, respondeu polidamente o principezinho, que se voltou, mas não viu nada.
- Eu estou aqui, disse a voz, debaixo da macieira...
- Quem és tu? perguntou o principezinho. Tu és bem bonita...
- Sou uma raposa, disse a raposa.
- Vem brincar comigo, propôs o principezinho. Estou tão triste...
- Eu não posso brincar contigo, disse a raposa. Não me cativaram ainda.
- Ah! desculpa, disse o principezinho.
Após uma reflexão, acrescentou:
- Que quer dizer "cativar"?
(...)
- É uma coisa muito esquecida, disse a raposa. Significa "criar laços..."
- Criar laços?
- Exatamente, disse a raposa. Tu não és ainda para mim senão um garoto inteiramente igual a cem mil outros garotos. E eu não tenho necessidade de ti. E tu não tens também necessidade de mim. Não passo a teus olhos de uma raposa igual a cem mil outras raposas. Mas, se tu me cativas, nós teremos necessidade um do outro. Serás para mim único no mundo. E eu serei para ti única no mundo...
- Começo a compreender, disse o principezinho.
(...)
- Minha vida é monótona. Eu caço as galinhas e os homens me caçam. Todas as galinhas se parecem e todos os homens se parecem também. E por isso eu me aborreço um pouco. Mas se tu me cativas, minha vida será como que cheia de sol. Conhecerei um barulho de passos que será diferente dos outros. Os outros passos me fazem entrar debaixo da terra. O teu me chamará para fora da toca, como se fosse música. E depois, olha! Vês, lá longe, os campos de trigo? Eu não como pão. O trigo para mim é inútil. Os campos de trigo não me lembram coisa alguma. E isso é triste! Mas tu tens cabelos cor de ouro. Então será maravilhoso quando me tiveres cativado. O trigo, que é dourado, fará lembrar-me de ti. E eu amarei o barulho do vento no trigo...
A raposa calou-se e considerou por muito tempo o príncipe.
- Por favor. .. cativa-me! disse ela.
- Bem quisera, disse o principezinho, mas eu não tenho muito tempo. Tenho amigos a descobrir e muitas coisas a conhecer.
- A gente só conhece bem as coisas que cativou, disse a raposa. Os homens não têm mais tempo de conhecer coisa alguma. Compram tudo prontinho nas lojas. Mas como não existem lojas de amigos, os homens não têm mais amigos. Se tu queres um amigo, cativa-me!
- Que é preciso fazer? perguntou o principezinho.
- É preciso ser paciente, respondeu a raposa. Tu te sentarás primeiro um pouco longe de mim, assim, na relva. Eu te olharei com o canto do olho e tu não dirás nada. A linguagem é uma fonte de mal-entendidos. Mas, cada dia, te sentarás mais perto...
No dia seguinte o principezinho voltou.
- Teria sido melhor voltares à mesma hora, disse a raposa. Se tu vens, por exemplo, às quatro da tarde, desde as três eu começarei a ser feliz. Quanto mais a hora for chegando, mais eu me sentirei feliz. Às quatro horas, então, estarei inquieta e agitada: descobrirei o preço da felicidade! Mas se tu vens a qualquer momento, nunca saberei a hora de preparar o coração...
(...)
Assim o principezinho cativou a raposa. Mas, quando
chegou a hora da partida, a raposa disse:
- Ah ! Eu vou chorar.
- A culpa é tua, disse o principezinho,eu não te queria fazer mal; mas tu quiseste que eu te cativasse...
- Quis, disse a raposa.
- Mas tu vais chorar! disse o principizinho.
- Vou, disse a raposa.
Então, não sais lucrando nada!
- Eu lucro, disse a raposa, por causa da cor do trigo.
(...)
- Adeus, disse ele...
- Adeus, disse a raposa. Eis o meu segredo. É muito simples: só se vê bem com o coração. O essencial é invisível para os olhos.
- O essencial é invisível para os olhos, repetiu o principezinho, a fim de se lembrar.
(...)
- Os homens esqueceram essa verdade, disse a raposa. Mas tu não a deves esquecer. Tu te tornas eternamente responsável por aquilo que cativas."


Um enorme beijo pra todos vocês e que nós todos tenhamos uma ótima semana!